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15 de mar. de 2012

Após denúncias de fraude milionária em dízimos, toda a liderança da Igreja Maranata é investigada por crimes federais


Após denúncias de fraude milionária em dízimos, toda a liderança da Igreja Maranata é investigada por crimes federais 
Após as denúncias de desvios milionários de dízimos da Igreja Maranata toda a cúpula da denominação, incluindo seu presidente, Gedelti Gueiros, estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal por uma série se crimes, incluindo estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária.
Entre as irregularidades investigadas pelo MPF estão compra de equipamentos de videoconferência de forma irregular, em outros países, e o envio de remessas de dólares para o exterior. As denúncias envolvendo compra irregular de dólares aparecem até mesmo na investigação feita pela própria Maranata no final do ano passado. Já os equipamentos de videoconferência, que compõe um sistema que interliga os templos no Brasil e no exterior, teriam sido comprados nos Estados Unidos e no Paraguai e trazidos para o Espírito Santo de forma irregular, na mala dos fiéis.
De acordo com os depoimentos, os pastores da igreja alegam que o dinheiro, que era levado para fora do país na mala dos fiéis, serviria para ajudar os “irmãos no exterior”.
De acordo com o Gazeta Online, o autônomo Julio Cesar Viana foi flagrado transportando rádios e projetores estrangeiros sem nota fiscal, dentro de uma mala. Viana, cujo nome aparece na descrição de vários documentos de caixa da Maranata, chegou a ser denunciado, mas apenas pelo transporte dos equipamentos.
A Igreja se declarou tranquila sobre o caso e publicou uma nota na qual afirma que se antecipou e já procurou tanto a Receita Federal quanto a Receita Estadual solicitando que apurassem as possíveis irregularidades na compra dos equipamentos de videoconferência. Sobre as denúncias de envio de dólares para o exterior na mala de fiéis, o texto da nota afirma que desconhecem o assunto. A nota diz que “não há registro oficial na Igreja Cristã Maranata de envio de recursos financeiros para o exterior”.

Socióloga brasileira afirma que as igrejas preferem que mulheres morram a verem o aborto legalizado


Socióloga brasileira afirma que as igrejas preferem que mulheres morram a verem o aborto legalizado 
A socióloga e ex-senadora Eva Blay, 74 anos, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que as igrejas se posicionam contrárias à flexibilização da lei do aborto por razões políticas. A indicação de Eleonora Menicucci para a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres reacendeu a discussão em torno do aborto, que havia pautado o segundo turno das eleições presidenciais em 2010 e que há anos é discutido no país, por diversos setores da sociedade.
Blay entende que a postura conservadora das igrejas demonstra intenção de “punir a sexualidade feminina” e que os líderes cristãos “preferem a morte das mulheres” a aceitar a legalização do aborto, em referência à consequência de casos extremos, em que a mãe acaba falecendo por não ter extraído o feto.
Quando ocupou o cargo de senadora, função que assumiu quando o então senador Fernando Henrique Cardoso se licenciou para ocupar o Ministério da Fazenda, no mandato do ex-presidente Itamar Franco, Eva Blay apresentou um projeto de lei descriminalizando o aborto, que acabou engavetado por enfrentar duras críticas da opinião pública e de líderes religiosos.
Para ela, a iniciativa do senado de criar uma comissão com participação de juristas, para estudar a flexibilização da atual legislação que rege o tema, foi correta: “As propostas são sensíveis e respeitam os direitos das mulheres”, afirma Eva Blay.
Sobre Eleonora Menicucci, Blay acredita que a reação dos evangélicos à nomeação da ministra pró-aborto foi um sinal positivo: “Eleonora reúne competência profissional, visão feminista, atestada em suas obras na universidade e nos movimentos sociais. A reação conservadora a Eleonora revela que ela significa um passo à frente”.
Confira abaixo a íntegra da entrevista de Eva Blay ao jornal Folha de S. Paulo:
Qual sua opinião sobre a comissão do Senado que sugeriu flexibilizar a legislação sobre o aborto?
Achei muito importante a iniciativa do Senado de criar uma comissão de juristas para tratar de várias questões, inclusive da interrupção da gravidez. As propostas são sensíveis e respeitam os direitos das mulheres.
Países como Portugal e Itália, onde a religião é forte, legalizaram o aborto. Por que esse tema é tão difícil no Brasil?
A resistência da parte de algumas igrejas tem no fundo um teor político. Isto é, intervém sobre o voto eleitoral que elas procuram conduzir. Essas igrejas preferem a morte das mulheres, uma forma de punir a sexualidade feminina.
Curioso que nada é dito sobre os homens, que, aliás, são tão responsáveis quanto as mulheres pela gravidez.
Como avalia o governo Dilma?
Eleger uma mulher no Brasil para a Presidência foi um grande passo. Mas não bastaria apenas ser mulher. Dilma está fazendo um excelente governo no campo dos direitos sexuais e reprodutivos.
Nomeou mulheres competentes para cargos ministeriais importantes, com isso traçou um novo paradigma no processo de igualdade de oportunidades para homens e mulheres.
A nomeação da ministra Eleonora Menicucci gerou reações entre os evangélicos.
Nomeá-la para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi excelente. Eleonora reúne competência profissional, visão feminista, atestada em suas obras na universidade e nos movimentos sociais. A reação conservadora a Eleonora revela que ela significa um passo à frente.
Onde houve mais avanços nos direitos das mulheres?
Avançamos muito, com ou sem a ajuda dos partidos políticos. Nosso maior problema ainda é a violência contra a mulher de todas as idades.
Só vamos superar esse problema quando, juntamente com os homens, mudarmos os valores patriarcais ainda em vigor no país. Vale repetir que ninguém é dono de ninguém e quem ama não mata.
Deveria vigorar uma lei punindo o empregador que paga menos à mulher que exerce a mesma função que homem?
Punir é importante. Não se trata de lei, mas de acordar um princípio.

9 de mar. de 2012

Criança de 12 anos é presa por roubo e agradece a “santo” com cervejas e velas pelo crime


Criança de 12 anos é presa por roubo e agradece a “santo” com cervejas e velas pelo crime
Uma criança foi presa esta semana na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. O menino de apenas 12 anos de idade foi denunciado pelo roubo de um celular e foi detido pela polícia carregando velas e cervejas, que seriam usados para agradecer a um “santo” pelo bom desempenho e sucessos nas investidas criminosas.
Ary Nascimento, conselheiro tutelar da cidade, revelou que os assaltos cometidos pelo menino são recorrentes e que ele já pratica crimes semelhantes desde os seis anos de idade.
Segundo o conselheiro o garoto agia juntamente com seus irmãos, que atualmente estão detido em carceragens do Juizado de Proteção da Infância e Juventude na capital, Fortaleza, e também em Juazeiro do Norte. Além do envolvimento com o mundo do crime os garotos também eram usuários de drogas.
De acordo com o tenente-coronel Francinaldo Guedes, no período de dois anos o garoto já foi apreendido mais de 20 vezes por suspeita de roubos. “Ele disse que ia acender as velas para ‘agradecer a um santo’ pelo sucesso nos crimes praticados e que as cervejas e o cigarros seriam usados para celebrar os atos,”, disse o tenente-coronel, explicando o ocorrido.

Waguinho, da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, pode ser preso por dever R$1 milhão de pensão para a filha


Waguinho, da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, pode ser preso por dever R$1 milhão de pensão para a filha
O cantor Waguinho foi processado pela ex-modelo Solange Gomes, por dever pensão alimentícia à Sthefanie Gomes Bastos, sua filha, de 12 anos. Membro da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, o cantor e ex-deputado pode ser preso a qualquer momento, por dever aproximadamente R$1 milhão de pensão para a filha.
De acordo com matéria publicada pelo jornal O Dia, o processo tramita na 3ª Vara da Família. No Brasil, deixar de fornecer alimentos é crime inafiançável, portanto, tão logo Waguinho receba o mandado do oficial de justiça, o juiz poderá determinar a quitação da dívida num prazo de 15 dias, caso não o faça, o cantor poderá ser preso.
Não é a primeira vez que o cantor passa por esta situação, no ano de 2004, Waguinho foi preso também por não pagar pensão alimentícia. Ele ainda chegou a ficar preso por 5 dias, mas foi liberado após pagar à filha R$15 mil.

Famoso pastor televangelista defende a legalização da maconha para diminuir o número de prisões


Famoso pastor televangelista defende a legalização da maconha para diminuir o número de prisões
O polêmico pastor Pat Robertson defendeu em seu programa “The 700 Club” a legalização da posse de pequenas quantidades de maconha para as pessoas. Essa tese já havia sido defendida por ele anos atrás, porém, na época, a equipe de assessores dele remediou as declarações haviam sido mal interpretadas.
No último dia 06/03, o pastor afirmou que para reduzir a superlotação das cadeias norte-americanas, e também a despesa do governo com detentos, a lei que proíbe o consumo de maconha deveria ser alterada, permitindo a posse de pequenas quantidades.
O pastor, conhecido por sua posição política conservadora e republicana, surpreendeu e casou comoção aos telespectadores, o que levou a ser severamente criticado.
Pat Robertson é conhecido por suas declarações polêmicas, como por exemplo, afirmar que a culpa doterremoto no Haiti era do povo e de suas tradições religiosas que haviam amaldiçoado o país.
Em outras oportunidades o pastor já afirmou que maridos que possuem esposas com Mal de Alzheimer devem se separar e que a legalização do casamento gay causou um terremoto nos Estados Unidos. Recentemente o pastor alegou que a tragédia causada por uma série de tornados no meio-oeste dos Estados Unidos poderia ter sido evitada se o povo norte-americano orasse mais. Em 2007 ele disse que Deus havia lhe revelado que haveria um ataque terrorista nos Estados Unidos no segundo semestre daquele ano, segundo a profecia dita ao vivo no “The 700 Club” haveriam “mortes em massa”.

Nomeação de Marcelo Crivella para ministro “parece coisa do diabo”, afirma jornalista


Nomeação de Marcelo Crivella para ministro “parece coisa do diabo”, afirma jornalista


A militância evangélica no Congresso Nacional e a nomeação do senador Marcelo Crivella ao Ministério da Pesca tem despertado formadores de opinião na imprensa, ao passo que formam-se especulações sobre os reais motivos da nomeação do bispo.
Tomando como base declarações do próprio Crivella, o jornalista Alberto Dines, do jornal Diário de S. Paulo afirmou que “ao afirmar que sequer sabe enganchar a minhoca no anzol o novo ministro da Pesca, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), não apenas fez uma rara opção pela verdade como escancarou a enganação embutida na criação e manutenção deste Monumento ao Desperdício chamado Secretaria Especial da Pesca”.
A critica do jornalista estendeu-se também ao governo federal, afirmando que a declaração do senador aponta a real intenção do governo com a nomeação, que seria melhorar a relação com bancada evangélica: “Só confirmou o real objetivo da manobra. No que foi ajudado pelo devoto ministro Gilberto de Carvalho, ao declarar que a nomeação do Pescador-Mor “vai facilitar a relação com as igrejas”.
Para o jornalista Alberto Dines, os atrasos sociais do país em relação à educação, ciência, cultura e imprensa decorrem “da prolongada sujeição do Estado à Igreja”, e chama a atenção para uma alteração de atuação política dos líderes religiosos: “Antes do velocíssimo crescimento das seitas evangélicas no Brasil, quem ousava contrapor-se à hegemonia da Igreja eram as diferentes confissões luteranas”.