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15 de mar. de 2012

Médico é investigado e será submetido a avaliação psicológica por dizer a paciente que só Jesus poderia curá-la


Médico é investigado e será submetido a avaliação psicológica por dizer a paciente que só Jesus poderia curá-la 
O médico britânico Richard Scott está sendo investigado pelo GMC (General Medical Council), que corresponde no Brasil ao Conselho Federal de Medicina, por causa de uma denúncia de que estaria realizando pregações religiosas em seu consultório.
A denúncia contra o médico partiu de uma mulher que teria levado sua filha de 24 anos para uma consulta com o Dr. Scott, e conta que durante a consulta ele orou pela moça e disse que o mal dela só Jesus podia curar. “Ele tentou empurrar a religião para a minha filha”, alegou a mulher.
O GMC convocou Scott para que se defenda da acusação e emitiu uma advertência para o médico, que se recusou a assiná-la. Ele afirmou que prefere depor sobre o assunto. Porém ele não poderá afirmar ter havido um mal entendido no caso, já que confirmou à imprensa que a religião poderia fazer mais pela paciente do que a medicina.
De acordo com a National Secular Society, o GMC irá submeter Scott a um teste de aptidão profissional e a uma avaliação para verificar se ele sofre de distúrbio mental. O médico corre o risco de ter o seu registro profissional cassado, e seu caso se agrava mais ainda, segundo Terry Sanderson, presidente da National Secular Society, pelo fato de que Scott dá atendimento com o dinheiro público, do Serviço Nacional de Saúde.
Scott se defende afirmando que nunca desacreditou a medicina e que aquela reclamação tinha sido a primeira em toda a sua carreira.

Mesmo com a repercursão mundial do caso de Yousef Nadarkhani, Irã fecha igrejas e prende cristãos


Mesmo com a repercursão mundial do caso de Yousef Nadarkhani, Irã fecha igrejas e prende cristãos 


Em um momento em que a atenção mundial está voltada para o Irã, por causa da prisão do pastor Yousef Nadarkhani, as autoridades iranianas estão fechando “igrejas subterrâneas”, e prendendo líderes e membros dessas instituições cristãs. Além das igrejas consideradas clandestinas, o governo iraniano fechou cinco igrejas “oficiais”, ligadas às Assembleias de Deus.
Diversas cidades iranianas tem sido alvo da polícia religiosa, desde o Natal do ano passado. Na cidade de Esfahan as autoridades iranianas prenderam Giti Hakimpour, uma senhora de 78 anos. Na mesma cidade o pastor Hekmat Salimi, teve sua casa saqueada por agentes do governo que, além de o prenderem, confiscaram seu computador, livros e outros pertences.
Outro exemplo de cristão preso por causa de sua fé aconteceu na província de Kermanshah, onde Masoud Delijani, um ex-muçulmano convertido, foi condenado a três anos de prisão acusado de abandonar o islamismo, de fazer reuniões ilegais em sua casa e de evangelizar muçulmanos. Também em Kermanshah, 13 cristãos (incluindo algumas crianças) que se reuniam em um culto foram levados por agentes de segurança, sendo que três deles ainda permanecem presos.
De acordo com a Mohabat News as estimativas são de que em 2011, cerca de 70 cristãos foram presos. Em 2012, além de Assembleias de Deus, as igrejas presbiterianas, anglicanas e as pentecostais assírias têm sem sido alvo de constante pressão por parte do governo.
Leia o relato de Saman Kamvar, chefe da agência iraniana de notícias cristãs Mohabat News, sobre a situação:
“Os relatórios que temos de fontes dentro do país é que os cristãos foram forçados a fugir do Irã por causa do tratamento desumano e cruel do Estado. A pressão dos interrogatórios os intimida por horas, querendo que testemunhem contra os seus companheiros crentes. Eles os colocam em solitárias por longos períodos, pressionam física e mentalmente para fazê-los renunciar à sua fé e voltar ao islamismo.
Há evidências de ferimentos por torturas físicas, como chicotadas… Em um esforço para pressionar as famílias dos cristãos detidos, as autoridades pedem grandes quantidades de dinheiro como fiança… Recentemente houve relatos de que juízes ou interrogadores pediram que os familiares apresentem as escritura de suas casas como fiança para conseguir sua liberdade provisória…
Mesmo assim, o regime atual do Irã está observando um crescimento do cristianismo como nunca antes, especialmente de cristãos convertidos do islamismo”.

Membros de igreja que fez protesto em show do Radiohead são convidados a participar de encontro ateísta


Membros de igreja que fez protesto em show do Radiohead são convidados a participar de encontro ateísta 
Conhecida por causa dos diversos protestos que organiza em funerais de militares e celebridades, e também em shows e outros eventos, a igreja Batista de Westboro, no Kansas, foi convidada pelo Partido Ateu Nacional, nos Estados Unidos, a participar de um evento que está sendo classificado pela entidade como o “maior encontro de ateus da história”.
Em um de seus protestos mais recentes, membros da igreja estiveram no show do Radiohead onde, de acordo com o portal UOL, seguraram cartazes com ofensas homofóbicas e se manifestaram contra a presença do Radiohead na cidade.
Tratado inicialmente como piada, o convite foi confirmando pelo chefe do partido, Jim Klawon, que disse ter enviado uma carta-convite aos membros da igreja, para participarem do evento denominado “Rali da Razão”. O encontro está programado para o próximo dia 24 na capital, Washington. Klawon convidou todos os membros da igreja, formada principalmente por pessoas que fazem parte da família do pastor Fred Phelps, líder da igreja, a testemunhar esse que ele classificou como um “evento histórico”.
Mesmo sem terem recebido convites para o evento, outras entidades cristãs anunciaram que estarão presentes para poder evangelizar, mas sem realizar protestos. A neta de Fred Phelps, Megan Phelps-Roper, afirmou que participará do evento e disse que participar de um piquete diante desse que ela chamou de “desfile de tolos”.

Após denúncias de fraude milionária em dízimos, toda a liderança da Igreja Maranata é investigada por crimes federais


Após denúncias de fraude milionária em dízimos, toda a liderança da Igreja Maranata é investigada por crimes federais 
Após as denúncias de desvios milionários de dízimos da Igreja Maranata toda a cúpula da denominação, incluindo seu presidente, Gedelti Gueiros, estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal por uma série se crimes, incluindo estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária.
Entre as irregularidades investigadas pelo MPF estão compra de equipamentos de videoconferência de forma irregular, em outros países, e o envio de remessas de dólares para o exterior. As denúncias envolvendo compra irregular de dólares aparecem até mesmo na investigação feita pela própria Maranata no final do ano passado. Já os equipamentos de videoconferência, que compõe um sistema que interliga os templos no Brasil e no exterior, teriam sido comprados nos Estados Unidos e no Paraguai e trazidos para o Espírito Santo de forma irregular, na mala dos fiéis.
De acordo com os depoimentos, os pastores da igreja alegam que o dinheiro, que era levado para fora do país na mala dos fiéis, serviria para ajudar os “irmãos no exterior”.
De acordo com o Gazeta Online, o autônomo Julio Cesar Viana foi flagrado transportando rádios e projetores estrangeiros sem nota fiscal, dentro de uma mala. Viana, cujo nome aparece na descrição de vários documentos de caixa da Maranata, chegou a ser denunciado, mas apenas pelo transporte dos equipamentos.
A Igreja se declarou tranquila sobre o caso e publicou uma nota na qual afirma que se antecipou e já procurou tanto a Receita Federal quanto a Receita Estadual solicitando que apurassem as possíveis irregularidades na compra dos equipamentos de videoconferência. Sobre as denúncias de envio de dólares para o exterior na mala de fiéis, o texto da nota afirma que desconhecem o assunto. A nota diz que “não há registro oficial na Igreja Cristã Maranata de envio de recursos financeiros para o exterior”.

Socióloga brasileira afirma que as igrejas preferem que mulheres morram a verem o aborto legalizado


Socióloga brasileira afirma que as igrejas preferem que mulheres morram a verem o aborto legalizado 
A socióloga e ex-senadora Eva Blay, 74 anos, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que as igrejas se posicionam contrárias à flexibilização da lei do aborto por razões políticas. A indicação de Eleonora Menicucci para a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres reacendeu a discussão em torno do aborto, que havia pautado o segundo turno das eleições presidenciais em 2010 e que há anos é discutido no país, por diversos setores da sociedade.
Blay entende que a postura conservadora das igrejas demonstra intenção de “punir a sexualidade feminina” e que os líderes cristãos “preferem a morte das mulheres” a aceitar a legalização do aborto, em referência à consequência de casos extremos, em que a mãe acaba falecendo por não ter extraído o feto.
Quando ocupou o cargo de senadora, função que assumiu quando o então senador Fernando Henrique Cardoso se licenciou para ocupar o Ministério da Fazenda, no mandato do ex-presidente Itamar Franco, Eva Blay apresentou um projeto de lei descriminalizando o aborto, que acabou engavetado por enfrentar duras críticas da opinião pública e de líderes religiosos.
Para ela, a iniciativa do senado de criar uma comissão com participação de juristas, para estudar a flexibilização da atual legislação que rege o tema, foi correta: “As propostas são sensíveis e respeitam os direitos das mulheres”, afirma Eva Blay.
Sobre Eleonora Menicucci, Blay acredita que a reação dos evangélicos à nomeação da ministra pró-aborto foi um sinal positivo: “Eleonora reúne competência profissional, visão feminista, atestada em suas obras na universidade e nos movimentos sociais. A reação conservadora a Eleonora revela que ela significa um passo à frente”.
Confira abaixo a íntegra da entrevista de Eva Blay ao jornal Folha de S. Paulo:
Qual sua opinião sobre a comissão do Senado que sugeriu flexibilizar a legislação sobre o aborto?
Achei muito importante a iniciativa do Senado de criar uma comissão de juristas para tratar de várias questões, inclusive da interrupção da gravidez. As propostas são sensíveis e respeitam os direitos das mulheres.
Países como Portugal e Itália, onde a religião é forte, legalizaram o aborto. Por que esse tema é tão difícil no Brasil?
A resistência da parte de algumas igrejas tem no fundo um teor político. Isto é, intervém sobre o voto eleitoral que elas procuram conduzir. Essas igrejas preferem a morte das mulheres, uma forma de punir a sexualidade feminina.
Curioso que nada é dito sobre os homens, que, aliás, são tão responsáveis quanto as mulheres pela gravidez.
Como avalia o governo Dilma?
Eleger uma mulher no Brasil para a Presidência foi um grande passo. Mas não bastaria apenas ser mulher. Dilma está fazendo um excelente governo no campo dos direitos sexuais e reprodutivos.
Nomeou mulheres competentes para cargos ministeriais importantes, com isso traçou um novo paradigma no processo de igualdade de oportunidades para homens e mulheres.
A nomeação da ministra Eleonora Menicucci gerou reações entre os evangélicos.
Nomeá-la para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi excelente. Eleonora reúne competência profissional, visão feminista, atestada em suas obras na universidade e nos movimentos sociais. A reação conservadora a Eleonora revela que ela significa um passo à frente.
Onde houve mais avanços nos direitos das mulheres?
Avançamos muito, com ou sem a ajuda dos partidos políticos. Nosso maior problema ainda é a violência contra a mulher de todas as idades.
Só vamos superar esse problema quando, juntamente com os homens, mudarmos os valores patriarcais ainda em vigor no país. Vale repetir que ninguém é dono de ninguém e quem ama não mata.
Deveria vigorar uma lei punindo o empregador que paga menos à mulher que exerce a mesma função que homem?
Punir é importante. Não se trata de lei, mas de acordar um princípio.

9 de mar. de 2012

Criança de 12 anos é presa por roubo e agradece a “santo” com cervejas e velas pelo crime


Criança de 12 anos é presa por roubo e agradece a “santo” com cervejas e velas pelo crime
Uma criança foi presa esta semana na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. O menino de apenas 12 anos de idade foi denunciado pelo roubo de um celular e foi detido pela polícia carregando velas e cervejas, que seriam usados para agradecer a um “santo” pelo bom desempenho e sucessos nas investidas criminosas.
Ary Nascimento, conselheiro tutelar da cidade, revelou que os assaltos cometidos pelo menino são recorrentes e que ele já pratica crimes semelhantes desde os seis anos de idade.
Segundo o conselheiro o garoto agia juntamente com seus irmãos, que atualmente estão detido em carceragens do Juizado de Proteção da Infância e Juventude na capital, Fortaleza, e também em Juazeiro do Norte. Além do envolvimento com o mundo do crime os garotos também eram usuários de drogas.
De acordo com o tenente-coronel Francinaldo Guedes, no período de dois anos o garoto já foi apreendido mais de 20 vezes por suspeita de roubos. “Ele disse que ia acender as velas para ‘agradecer a um santo’ pelo sucesso nos crimes praticados e que as cervejas e o cigarros seriam usados para celebrar os atos,”, disse o tenente-coronel, explicando o ocorrido.