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18 de jul. de 2012

“Regime de exceção já dura 25 anos”, afirma pastor Samuel Câmara, rebatendo processo disciplinar contra ele na CGADB


“Regime de exceção já dura 25 anos”, afirma pastor Samuel Câmara, rebatendo processo disciplinar contra ele na CGADB
O pastor assembleiano Samuel Câmara, presidente da “Igreja-mãe” da denominação no Brasil, escreveu uma carta em resposta ao requerimento de processo disciplinar protocolado pelo pastor Davidson Gomes Vieira na Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) contra ele.
O processo montado por Vieira, que é advogado, pode resultar na expulsão de Câmara da CGADB, devido às manifestações comandadas pelo pastor da Assembleia de Deus em Belém durante a Assembleia Extraordinária da convenção, ocorrida em Alagoas, durante o mês de junho.
Na carta resposta, o pastor afirma que o requerimento demonstra o “desespero da oposição” às suas ideias e propostas de reforma do estatuto, principais itens da campanha de seu grupo para as eleições de abril de 2013, de acordo com informações do Gprime.
Câmara também se disse perseguido por desejar o fim das reeleições sucessivas, e por se declarar contrário à perpetuação do pastor José Wellington Bezerra da Costa como presidente da CGADB: “o Brasil todo está cansado deste regime de exceção que já dura 25 anos”.
O pastor Samuel Câmara foi enfático na crítica a José Wellington, e disse que o tempo em que o atual presidente ocupa a função, muitos poderiam ter representado todas as regiões do país no cargo: “Nestes 25 anos de regime de exceção, com um presidente só, que não vê ninguém em condições de sucedê-lo, já poderíamos ter tido 12 presidentes, três de cada região do Brasil”, frisou.
Câmara afirma em sua carta que pretende exercer apenas um mandato, abrindo mão da reeleição. O pastor também diz que se eleito, proporá uma mudança de estatuto, para que o mandato seja de dois anos e obrigatoriamente aconteça rodízio de regiões: “Vamos mudar isso, voltar às nossas origens e regatar o direito de eleger presidentes e mesa diretora que a cada eleição honra lideres da igreja em todas regiões”.

Gays que se dizem cristãos serão salvos? Teólogo comenta: “vida não transformada é ausência de fé”


Gays que se dizem cristãos serão salvos? Teólogo comenta: “vida não transformada é ausência de fé”
O presidente do ministério Exodus International, Alan Chambers, famoso por ter apoiado durante anos o que se denomina como “cura gay”, declarou recentemente que acredita que o pecado do homossexualismo não impedirá a homossexuais que se declaram cristãos de irem para o céu.
O professor de teologia no Seminário Teológico de Pittsburgh, especializado no Novo Testamento, Dr. Robert AJ Gagnon, comentou as declarações de Chambers durante entrevista ao The Christian Post.
Gagnon demonstrou preocupação com as posições de Chambers: “A questão é que Alan garante mesmo a crentes auto-professos que não se arrependem de seu pecado e que afirmam a si mesmos que nenhum pecado de qualquer magnitude ou grau vai impedi-los de ir para o céu”.
Porém o presidente do Exodus afirma que o dom da salvação é irrevogável: “Você sabe que minha questão não é se os gays vão para o céu ou as pessoas heterossexuais vão para o céu. O ponto que estou tentando fazer é que nós, como crentes podemos ter segurança em Cristo, quando nós somos crentes. Eu não estou dizendo que o pecado não é pecado. Eu não estou dizendo que as pessoas devem viver em pecado sem se arrepender. Eu não estou dizendo que isso é uma marca de um crente maduro em tudo”, pontua.
No entanto, o professor de teologia Robert Gagnon frisa que o debate não se baseia na história de crentes que tropeçam no pecado, mas sim nos que vivem a prática do pecado diariamente: “Estamos falando de cristãos auto-professos que afirmam que o seu comportamento, até mesmo o comportamento que a Escritura considera como uma ofensa extrema, é realmente uma coisa boa e que não possuem a intenção de interromper o comportamento. Eu entendo que Alan vê a sua mensagem como um estímulo dos cristãos gays ‘para considerar quão grande Graça de Deus é’, para que assim, esperançosamente, eles respondam à graça com a obediência. No entanto, ‘cristãos gays’ praticantes já estão abusando da Graça de Deus”, ressaltou o teólogo, que afirmou entender que a postura de Chambers “tem o efeito oposto, de encorajá-los a continuar a abusar da Graça de Deus”.
O estudioso de teologia afirma que a permanência no pecado é demonstração de uma ausência de fé: “Meu desacordo com Alan é sobre sua crença de que nenhum comportamento imoral, de qualquer magnitude, realizado de forma impenitente e através de auto-afirmação ao longo da vida é mesmo uma indicação de uma fé inexistente. Jesus e os autores do Novo Testamento claramente consideram uma vida não transformada como evidência para justificar a ausência de fé”, diz Gagnon.
Sobre a opinião de Gagnon, Alan Chambers pondera dizendo que acredita “na justificação sob o ponto da salvação e em santificação sob o mesmo ponto de vista”, mas ressalta que “isso não significa que ao longo da jornada, os cristãos não continuam a amadurecer como crentes em Cristo [...] Mas o pecado reside, o poder do pecado reside em nossa carne. Será sempre ele a tentar-nos, portanto, nós precisamos sempre submeter a nossa mente, vontade e emoções para o senhorio de Jesus Cristo”.

16 de jul. de 2012

Marcha para Jesus 2012 em São Paulo, confira tudo o que aconteceu: Veja fotos, vídeos, relatos e opiniões sobre o evento


Nesse sábado (14) aconteceu em São Paulo a 20ª edição da Marcha para Jesus. Esse ano o tema da Marcha foi “Reinando com Cristo”. Organizado pela igreja Renascer em Cristo, o evento reuniu cristãos de diversas igrejas de São Paulo, e também de outros estados e países que, segundo a organização, se mobilizaram e cerca de mil caravanas para participar da Marcha.
Marcha para Jesus 2012 em São Paulo, confira tudo o que aconteceu: Veja fotos, vídeos, relatos e opiniões sobre o evento


Esta é a primeira vez que a marcha não ocorre no feriado de Corpus Christi, em junho. A mudança ocorreu após uma negociação entre a prefeitura e os organizadores para que o evento não tivesse a mesma data da Parada Gay e para que ocorresse durante o recesso escolar.Com a participação de pastores, líderes evangélicos, cantores e políticos, o evento reuniu uma multidão de evangélicos que marcharam pelas avenidas de São Paulo.
A Igreja Renascer, organizadora da marcha, informou que o número de presentes ficou entre 5 milhões e 6 milhões de pessoas, muitas provenientes de outros estados e países, e que se mobilizaram cerca de 1 mil caravanas de ônibus e automóveis. De acordo com a Polícia Militar, o evento reuniu cerca de 1 milhão de pessoas. Cerca de 2 mil ônibus foram alocados em bolsão reservado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.
Marcha Kids:
Cerca de uma hora antes do início oficial do evento, aconteceu a Marcha Kids, onde crianças puderam seguir o trajeto em companhia de seus pais, e a Marcha Baby, na qual as mães seguiram com bebês nos carrinhos. De acordo com a organização a segurança das crianças foi mantida por um cordão de seguranças, que seguiu ao redor do bloco.

14 de jul. de 2012

Adolescente paquistanesa tem rosto desfigurado por causa de sua fé


Quando Julie Aftab tinha 16 anos, um homem entrou no escritório onde ela trabalhava no Paquistão, e perguntou se ela era cristã. Quando respondeu afirmativamente, o homem jogou ácido de bateria no rosto dela e, em seguida, agarrou-a pelos cabelos e forçou-a beber parte do líquido. Com isso, ela queimou o esôfago, de acordo com o jornal Houston Chronicle.
No final, Aftab apresentava queimaduras de terceiro grau no peito, nos braços e na maior parte do lado direito do rosto. Sua família a levou para um hospital, que não quis atendê-la. Depois foram para outro onde a situação se repetiu. A mãe pediu tanto a um médico no terceiro hospital para tratar de sua filha que ele acabou concordando.
A jovem não podia falar nem mover os braços. Os médicos disseram que 67% de seu esôfago foi queimado. Ela perdera o olho direito. Os dentes remanescentes podiam ser vistos através dos buracos em seu rosto. Os médicos disseram que ela iria morrer naqueles dias.
Aftab lembra que sentia muita raiva no início, e disse: “Deus, por que você fez isso comigo? Por que me fez passar por isso?”
Lentamente, ela começou a cicatrizar. Três meses e 17 dias depois de ser queimada, ela voltou a falar e recuperou a vista de seu olho esquerdo. Ela passou quase um ano no hospital, se recuperando.
O rosto mutilado da adolescente foi estampado em noticiários, associado ao crime de insultar o islã. Sua família foi perseguida, e sua casa foi incendiada.
“Eles queriam me enforcar”, disse ela. “Eles pensaram que seria um insulto ao Islã se eu vivesse.”
Aftab e seus pais procuraram a um pastor no Paquistão, que prometeu lhes ajudar. Ele contatou o Hospital Shriner para Crianças, que ofereceu o tratamento para ela em Houston.
O pastor deu um conselho valioso antes que ela deixasse o Paquistão, em 2004: “Sua ferida vai curar sem qualquer medicação. Você pode curar de dentro para fora. Se você os perdoar”, disse ele.
Agora, 10 anos e 31 cirurgias depois, Aftab encontrou uma nova vida no Texas, onde está se especializando em contabilidade na Universidade de Houston-Clear Lake e se preparando para receber a cidadania americana este mês.
Ajudado pelos “pais americanos” Lee e Gloria Ervin, aos 26 anos, Afta diz que o ataque apenas aumentou a sua fé.
“Aquelas pessoas… elas acham que fizeram uma coisa ruim para mim, mas me levaram mais para perto de Deus”, explica. “Eles me ajudaram a realizar meus sonhos. Eu nunca imaginei que poderia ser a pessoa que sou hoje.”
Lee e Gloria são evangélicos ativos em sua igreja e ofereceram sua casa prontamente quando souberam que a jovem paquistanesa cristã que viria se submeter a tratamento médico em Houston.
No início, eles se ofereceram para ficar com Aftab seis meses. Lembram que, quando ela chegou, mostrou ser extremamente tímida, olhando para o chão o tempo todo e só andava vestida de preto, da cabeça aos pés.
Como ela não falava inglês, eles a ensinaram a língua usando livros infantis que pagaram na biblioteca da igreja.
O casal diz que sentavam-se com Aftab para consolá-la quando ela acordava assustado no meio da noite, gritando e chorando. Aftab foi visitando uma lista de médicos, que ajudaram na reconstrução de seu rosto, pescoço e orelhas. Cada um deles o fez de graça, desejando ajudá-la.
“Talvez os médicos não sabem o que fizeram. Talvez eles pensem que apenas fizeram o seu trabalho”, disse ela. “Mas para mim, eles me deram uma vida.”
O tempo passou até que, em 2007, Aftab solicitou e recebeu asilo com a ajuda de instituições de caridade. Depois desse ataque, Aftab pôde fazer coisas que nenhum membro de sua família havia feito, incluindo formar-se no ensino médio e ir para a faculdade.
“Eu sou a primeira pessoa de toda a minha família que se formou no ensino médio… e a primeira pessoa da família que entrou para a faculdade. Eu mudei a história da minha família”, comemora.
Ela parou de usar roupas pretas e agora chama suas cicatrizes de “minhas jóias, meu presente de Deus.”
“Você não precisa mais ver as cicatrizes”, disse Lee, 71. “Você tem tanta beleza.”
“Estamos muito orgulhosos dela”, disse Gloria, 72.
A jovem trabalha durante o dia e estuda à noite. Ela planeja se formar em teologia e ser uma missionária. Seu sonho é juntar dinheiro o suficiente para ter uma casa segura para as meninas perseguidas no Paquistão.
“Há uma razão pela qual Deus me deu a vida”, disse ela. “Eu não quero perder nenhum segundo dela.”
A perseguição aos cristãos no Paquistão é um problema constante. No ano passado, as escolas cristãs no Paquistão ficaram fechadas três dias como protesto pelo assassinato do ministro do país que cuida das minorias religiosas.
Os líderes cristãos paquistaneses dizem que se a perseguição das pessoas que “exercem a sua liberdade de consciência e de expressão” continuar sendo permitida, dentro de pouco tempo as coisas irão ficar fora de controle, de acordo com a Associated Press.

SBB entrega Bíblias em casa de recuperação de dependentes químicos


Internos da Casa de Recuperação Resgate e Vida receberam exemplares da Bíblia de Estudo Despertar editada pela Sociedade Bíblica do Brasil. No dia 7 de julho 50 exemplares foram entregues para esses dependentes químicos que se tratam na cidade de Araucária, no Paraná.
A doação faz parte da campanha Doações Coletivas, uma iniciativa da Agência Soma em parceria com a SBB que receberam 149 doações no valor de R$15,00 cada.
O trabalho desenvolvido pela Casa de Recuperação Resgate e Vida agora pode contar com a Palavra de Deus, um instrumento bastante eficaz para a ressocialização dessas pessoas. Para falar um pouco sobre a importância da Bíblia em trabalhos como esse, os dependentes puderam participar de uma palestra.
O projeto A Bíblia na Recuperação da Dependência integra o programa da SBB chamado A Bíblia e Paz que tem como objetivo recuperar esses dependentes e também prevenir o uso de drogas. Esse trabalho recebe o apoio de organizações especializadas no tratamento terapêutico de usuários de drogas.
Durante o dia cada um dos internos da Casa de Recuperação Resgate e Vida puderam receber atendimento médico especializado e participar de atividades socioculturais oferecidas pelo projeto Luz no Sul, o ônibus Rodas do Socorro e seus voluntários estiveram no local para oferecer esses serviços.

Walter McAlister alerta para a importância da igreja para prática da fé


O bispo Walter McAlister, fundador das Igrejas Cristãs Nova Vida publicou um texto em seu site em que fala da importância da igreja para a convivência entre os cristãos, e para a prática da fé entre os santos. Fazendo uma analogia com a preocupação com o meio ambiente em voga atualmente, McAlister chama a igreja de “ecossistema” da fé.
“É na comunidade dos santos que crescemos na graça do Nosso Senhor Jesus Cristo. Aprendemos a andar juntos. Partimos o pão e compartilhamos o cálice da comunhão. (…) Essas coisas não surgem em nós só porque lemos a Palavra. A comunidade da fé gera isso em nós. O “ecossistema” da fé é a igreja”, diz o líder religioso.
“O cristão precisa ‘salvar os pastores’ e não as baleias”, acrescenta. Segundo o líder religioso, a igreja abriga a cultura que cultiva a fé, desde que Cristo foi dado para a Igreja “que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” (Ef 1.23).
Ele ressalta que a comunhão no ambiente da igreja ensina o cristão virtudes como a transparência, cortesia, paciência, simplicidade, modéstia, fidelidade, honestidade, amor, perseverança e domínio próprio, entre outras coisas.
McAlister ressalta o fato de muitos abandonarem a comunhão dos santos, sob o pretexto de ela ser anacrônica, ultrapassada, ineficiente ou mesmo corrupta. Enfatiza, no entanto, a fundamental importância desse ambiente que preserva e cultiva os valores que irão fazer frente aos valores mundanos, principalmente na educação dos filhos.
E faz um alerta aos pais: “um futuro para a sua família depende de uma cultura que a cultive. Não pense que por ser você um cristão eles também serão cristãos só por crescerem debaixo do seu teto. O mundo é maior do que a sua casa”, esclarece.